Xi... e agora? acabou a luz. Tudo escuro lá fora, breu mesmo! O jeito é dar uma volta na rua, não tem coisa melhor que mexer com as pessoas e elas nem saberem do que se trata. Sigo em direção à casa de minha melhor amiga, que aqui se chamará Preta um de seus apelidos. _Nossa; coincidência ou não tivemos a mesma ideia rs vamos nos divertir um pouco.
_ Oi! gritamos ao primeiro desconhecido em meio a escuridão, boa noite. Sem esperar pela resposta a outra quase que imediato: _ O "homi" sem educação fala oi para minha amiga e as gargalhadas vamos seguindo rumo a próxima vitima.
De repente nos vemos em uma rua deserta, eu brinco com um cabo de vassoura nas mãos, ela me acompanha e ao longe avistamos uma silhueta masculina, que ao perceber nossa presença se esconde atrás de um poste.
Exitamos um pouco porém combinamos:
_ Não se preocupe Preta, quando chegarmos perto e ele sair detrás do poste eu taco este cabo de vassoura nele e saímos correndo. Combinado?
_ Estou com medo, se ele não tivesse má intenção não se esconderia. Mas vamos, qualquer coisa você bate nele e corremos gritando por socorro, cada uma corre para um lado.(Disse Preta) agarrando-se a meu braço.
E neste pensamento cheias de medo fomos nos aproximando do tal homem misterioso.Ao chegarmos perto, minha amiga o reconheceu era alguém que morava pelos lados da casa dela, e ele estava meio lá meio cá, umas pinguinhas na cachola. E foi ai que me veio a mente; esse bêbado nos assustou agora ele vai ver.
Fui ficando para traz de propósito e fazendo sons que eram mesmo balburdio indecifráveis, as vezes parava e ficava olhando para o céu com aquele olhar perdido... neste ponto a lua aparecera quebrando a escuridão total.
_ Cara tonto este, será que não percebe que tem algo errado? Pensei. Mas Preta como já disse minha melhor amiga, era pura sintonia comigo e soltou:
_ Ai meu Deus! Começou a crise.
Tive que fazer um esforço sobre humano para não rir e acabar com a diversão. A expressão do cara era de pavor e começou a fazer um verdadeiro interrogatório:
Você a conhece? O que ela tem?
_ Há ela tem problemas mentais, disse Preta, não sei se ela tomou o remédio hoje.
Deitei no chão, isto mesmo no meio da rua e fiquei lá até minha amiga perceber
Comecei a babar, e girar o cabo de vassoura freneticamente deixando o cara a pa vo ra do.
De repente ele disse:
_ Olha, será que não é melhor a gente tirar isto dela?
_Não sei, as vezes ela fica agressiva, mas você pode tentar, cuidado.
A esta altura o cara tinha se curado da bebedeira, de tanto medo e com muito mas muito cuidado mesmo ele foi falando comigo, e começou a puxar bem devagar o cabo de vassoura de minhas mãos. Ao que eu claro fui colaborando, primeiro sem expressão nenhuma, mas a medida que ele ia puxando eu ia sorrindo dando-lhe confiança e quando finalmente a poucos centímetros de soltar de vez.
Soltei um grito! Tão alto, mas tão alto que quase fiquei sem pulmões.
O Cara saiu correndo pela rua afora, desesperado, deixando tudo para trás. Enquanto minha amiga e eu quase morremos de tanto rir.
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